A grandeza de um Governo, avalia-se pela qualidade dos Projetos que realiza em favor do povo. Projetos planejados que atendem os anseios de toda a comunidade.
A elaboração de um Projeto como esse, visa o progresso de nossa cidade e o bem estar de nossos munícipes;
Presta homenagem aos homens, mulheres, crianças e idosos que construíram com o progresso de nossa querida terra da saudade;
Resgata a memória de nossa história e garante que as futuras gerações possam conhecer os seus antepassados para construir uma cidade cada vez melhor para se viver.

Adauto Scardoelli
Prefeito Municipal

 

Introdução ao Cemitério Atual de Matão

Na sessão extraordinária da Câmara Municipal de Matão, realizada no dia nove de dezembro de um mil oitocentos e noventa e nove, e composta pelos vereadores: Dr. Leopoldino Martins Meira de Andrade, Capitão Theóphilo Dias de Toledo, Cairbar de Souza Schutel e José Hyppolito Fernandes, ficou resolvido que o Intendente Municipal Interino Capitão Theóphilo Dias de Toledo, ficaria de ora em diante plenamente autorizado de acordo com a urgência que o caso requer, efetuar a desapropriação de um terreno situado nos subúrbios de Matão para nele serem construídos o novo Cemitério Municipal e o Hospital de Isolamento.

Pelas autoridades Municipais da época, notava-se uma preocupação tendo em vista a epidemia de doença infecto-contagiosa (epidemia de varíola) que já assolava o município, fato mencionado na ata da sessão extraordinária da Câmara Municipal realizada no dia um de novembro de um mil oitocentos e noventa e nove. Pelos costumes da época e pelas leis sanitárias, havia também a preocupação de isolar da povoação, os portadores dessa doença, bem como em caso de falecimento os sepultamentos serem feitos em locais bem distantes.

Há registro de ocorrência de óbito na zona rural que as autoridades locais determinaram o sepultamento na própria fazenda onde a pessoa residia, e também situações que o sepultamento foi realizado fora do perímetro do cemitério por acreditar que com essas medidas estariam diminuindo o risco de contaminação. Por essas razões, surgia a necessidade de mudança do cemitério de uma área próxima ao perímetro urbano para um local mais distante na zona rural, e também a construção do Hospital de Isolamento, que na verdade não era um hospital e sim um “Lazareto”, onde lá depositavam as pessoas portadoras de doenças graves que praticamente morriam à míngua em razão da dificuldade de tratamento, pois não havia antídotos nem vacinas em decorrência dos primórdios de nossa medicina.

Em 01 de fevereiro de 1900, o intendente geral do município de Matão, capitão Theophilo Dias de Toledo, firmou contrato com os engenheiros Hugo Rabe e Emil Gastão Lauchner, empreiteiros e proprietários da construtora Rabe&Lauchner, para construção do Hospital de Isolamento; com prazo de entrega de quatro meses; em terras que ainda iriam ser desapropriadas pelo município , porem a comissão especial já havia definido o local. Foram também esses engenheiros que posteriormente demarcaram as terras e desenvolveram o projeto do atual cemitério.

Somente em vinte e seis de março de um mil e novecentos, foi sancionada a Lei nº 12, autorizando o Srº Intendente Municipal Capitão Theóphilo Dias de Toledo, a fazer a desapropriação do terreno nos seguintes termos:

“A Câmara Municipal de Mattão considerando a necessidade urgente da edificação de um hospital de isolamento, e da remoção do actual cemitério, considerando que a comissão especial para escolha do terreno adequado a este fim, já deu seu parecer, que foi aprovado, opinando pela aquisição de uma parte do terreno, correspondente a dois alqueires, pertencente a Francisco de Salles Costa, situado nos subúrbios desta Villa, em terra da Fazenda “Mattão”, e confrontando com terras de Francisco Pereira de Castro, Rocco Di Marco & Cia, Cairbar de Souza Schutel, e com a Estrada da Fazendinha.

A titulo de esclarecimento, Fazendinha era uma sesmaria que tinha inicio nos subúrbios de Matão e se estendia até a povoação de São Lourenço do Turvo, margeando com a sesmaria do Cambuhy. E Estrada da Fazendinha passou a partir de um mil novecentos e trinta a ser conhecida como Estrada do Cemitério, e finalmente, em quinze de dezembro de um mil novecentos e sessenta, pela Lei nº217 sancionada pelo então Prefeito Antonio Natalino Artimonte de saudosa memória, passou a denominar-se Alameda da Saudade.

Finalmente, em nove de abril de um mil novecentos e dois, o Intendente Municipal Major Mathias Dias de Toledo, lavrou o Termo de Abertura no primeiro livro a ser utilizado para registro de sepultamentos no atual cemitério, e em um de setembro de um mil novecentos e dois ainda sob o comando do mesmo intendente realizou-se o primeiro sepultamento.

Para que a informatização do Cemitério Municipal de Matão e São Lourenço do Turvo pudesse tornar-se realidade à população matonense foram necessários seis anos de exaustivas pesquisas realizadas por mim Adão Manoel Christino, Administrador do Cemitério, sendo uma parte delas elaboradas fora do expediente de trabalho. Foi necessário atualizar todos os registros de sepultamentos dos cemitérios em razão dos mesmos serem totalmente obsoletos, a maioria deles tiveram que ser refeitos ou corrigidos junto ao registro civil de Matão e São Lourenço do Turvo. Também tiveram que ser atualizados nos livros, os números das sepulturas que estavam desatualizadas e em desconformidade com o atual emplaqueamento do cemitério, em virtude do mesmo ter passado por uma reorganização numérica no ano de 1968. Quando conclui as pesquisas, apresentei o projeto de informatização ao Srº Prefeito Municipal que imediatamente autorizou a construção do site oficial para o cemitério. No momento que iniciou-se a construção do site, o historiador Dr. Adail Pedro nos apresentou dois trabalhos que são de grande relevância para a sociedade matonense: A Saga da Imigração Japonesa e também a pesquisa contendo a lista de partes dos nomes dos falecidos que foram sepultados no extinto Cemitério de Matão. Por entender a importância do trabalho realizado pelo historiador, foram acrescentados dois links no site do cemitério que permitem a visualização das pesquisas.

Agradecimentos ao Srº Carlos Alberto Zirondi que foi responsável pela digitação dos registros e também suporte na construção do site, ao Srº Alberto Scarpa Varanda, Oficial do Registro Civil de Matão e Mariane Motta, Oficiala e Tabeliã do Registro Civil de São Lourenço do Turvo por auxiliar as pesquisas.

Adão Manoel Christino
Administrador do Cemitério
Matão-SP, 27 de outubro de 2006

Alameda da Saudade, 28 - Vila Pereira - Matão/SP - Fone (16) 3382-1248